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TENDINITES EM EQUINOS
Tendões são estruturas extremamente resistentes que sustentam cargas e tensões elevadas e por isto, são freqüentemente acometidos por lesões, como as tendinites, com ou sem rompimento da estrutura tendínea. As lesões podem se originar devido a uma sobrecarga única na qual a força depositada sobre o tendão excede a resistência máxima das fibras, ou ao acúmulo de várias pequenas lesões, que aumentam a cada ciclo de carga, levando a uma lesão maior com eventual ruptura da estrutura. A rotina intensa de treinamentos e provas, a qualidade das pistas, as condições individuais de cada animal como conformação, idade, predisposição, e o excesso de trabalho predispõe o eqüino a lesões músculo-esqueléticas, dentre as quais se destacam as tendinites. Um esforço físico excessivo, a hiperextensão ou trauma direto no tendão podem causar uma tendinite. Um longo tempo é necessário para a recuperação completa do tendão, e a alta incidência de uma cicatrização errada faz com que este tipo de lesão comprometa, seriamente, a performance do animal, resultando em redução da sua vida útil, ou mesmo no encerramento da sua carreira atlética. Os objetivos da terapia de uma tendinite são; diminuir a inflamação, minimizar a formação de tecido cicatricial e promover a restauração da função da estrutura tendínea. Nesta etapa a fisioterapia ou terapia física vai ser utilizada para promover uma cura eficiente, uma recuperação adequada, e uma condição favorável do tendão, readaptando-o ao exercício. Muitos métodos fisioterápicos podem ser utilizados na reparação e readaptação do tendão e vem mostrando resultados muito promissores para a cura da lesão e retorno do animal para sua função. Primeiramente, na fase aguda ou inicial da lesão, o gelo vai ser utilizado para controlar a inflamação, a hemorragia e a dor. Paralelamente, métodos como ultra-som terapêutico, laser, campo magnético pulsátil, massagem, alongamento e exercícios terapêuticos também serão utilizados no sentido de melhorar as condições do tecido lesionado. O ultra-som terapêutico tem efeitos antiinflamatórios e é um promotor da cicatrização, pois aumenta a atividade das células do tendão e a vascularização local, além de reduzir o edema. Esta modalidade ainda tem a capacidade de introduzir medicamentos para o interior da região afetada. Assim, a aplicação do ultra-som terapêutico acelera o processo de cicatrização e resulta num tecido cicatricial de maior qualidade. O laser terapêutico promove o preenchimento da lesão por atrair mais células jovens de tendão para a região e aumentar a produção de colágeno. Cada célula que absorve a radiação vai ter seu metabolismo acelerado, resultando numa cicatrização mais rápida e eficiente. O campo magnético pulsátil aumenta o fluxo sanguíneo, de oxigênio e de nutrientes para região afetada, facilitando que o tecido se recupere mais rapidamente, além de promover o alívio da dor. Também, exercícios controlados ao passo, alongamento e massagem podem promover a recuperação das fibras do tendão num sentido muito próximo ao que se encontra no tendão original, favorecendo a elasticidade e a capacidade de suportar carga, como em um cavalo sadio. Os exercícios controlados devem ser realizados na fase de remodelamento, após a fase aguda e podem proporcionar um tendão mais adaptado. As massagens também podem ser utilizadas para reduzir o edema e a formação de aderências. Contudo, a recuperação completa de um tendão lesionado requer muita paciência e o acompanhamento ultrassonográfico periódico, pois somente a imagem de ultra-som normal é que determina se o tendão está realmente apto a receber carga. Também, o retorno aos treinamentos deve ser bastante criterioso, seguindo rigorosamente as recomendações veterinárias que são feitas com base no exame clínico periódico e na avaliação da imagem ultrassonográfica. Desta maneira, a fisioterapia possui muitos aspectos especializados e cada vez mais é reconhecida por desempenhar um papel importante na prevenção, no tratamento das lesões e na reabilitação de diversas condições que acometem os eqüinos atletas. É importante ressaltar que a aplicação de fisioterapia pode ser muito benéfica em diversas condições que acometem os cavalos atletas, mas assim como qualquer tratamento, deve ser realizada de acordo com um atendimento clínico muito bem feito e exames complementares como radiografia e ultrassonografia, quando necessário.
Bruno. B. Simionatto Passeti Médico Veterinário Especialista em Clínica de Equinos CRMV:18611- SP Cel. (19) 9167-4507 Nextel. (19) 7806-3016 e-mail: brunovethorse@yahoo.com.br
MORMO
O mormo é uma doença causada por uma bactéria chamada Burkholdeira mallei, possuí elevada capacidade infecto-contagiosa acometendo os eqüinos e principalmente muares e asininos. É uma doença muito presente na região norte e nordeste do país. O animal se infecta através de alimentos, água e solos contaminados por secreções nasais, fezes e urina de animas contaminados. O animal contaminado pode apresentar secreção nasal purulenta, pneumonia, e abscessos na pele.
O diagnóstico do mormo é feito através de um exame de sangue. O animal diagnosticado como positivo deve ser eutanaziado, pois é uma doença de difícil cura e tratá-se também de uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida ao homem.
O mormo estava considerado uma doença erradicada no estado de São Paulo, porém no início de Setembro foi diagnosticado um animal positivo na cidade de Santo André. A partir de então o trânsito de eqüídeos em viagens interestaduais, com destino a Santo André, São Paulo, Guarulhos, Mauá, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Ribeirão Pires, ou viagens com destino a leilões, feiras, exposições e outros eventos agropecuários que concentrem eqüídeos, necessita do exame negativo de mormo.
Fabiana S. Costa Médica Veterinária Unesp - Botucatu Pós-Graduação Anestesia CRMV-SP 23.906 Cel. (19) 9125-3243 / 9821-9157 e-mail: fabi-vet@hotmail.com
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